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Os sonhos de Amaury a cores

Não se fiem aparências o jovem com chapéu e gravata estava um pouco nervoso, no dia da inauguração. Pode-se compreender: com vinte e um anos, Amaury Dubois apresentava nesse dia a sua primeira exposição « quando não pinto, não me sinto bem, tenho as mãos que tremem. Há tantas imagens que me enchem a cabeça; isto tem que sair».

O seu estilo próprio

A palavra exacta vem de ser dita,: sim,estas cores vivas, a mistura de curvas e de rupturas, tudo isso sugere a violência da criação. Os especialistas vão ver nas suas obras Uma ponta de cubismo com um pouco de surrealismo, mas isso Amaury só o descobriu Mais tarde, lendo livros sobre a historia da arte. Ele criou o seu próprio estilo, sem lhe por um nome.

« São simplesmente as imagens do que ressinto” diz ele. São obras pessoais, “A libélula livre” sugere a evasão, a procura da liberdade, mas também o medo do futuro. Outras pessoas vão talvez preferir “ O pescador da terra armonica”».

Estas paisagens vindas de algures, estas espirais, estas formas geométricas e estas faces deformadas levam o visitante a entrar num mundo de sonho, onde a realidade perde pé mas onde a vida se exprime com força e talento.

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